10 de jun de 2013

Spinoza e la storia / Convegno Internazionale - Milano 17-18-19 giugno 2013

Con la collaborazione del Dipartimento di Filosofia dell’Università degli Studi di Milano, del Dipartimento di Scienze Umane per la Formazione “Riccardo Massa” dell’Università degli Studi di Milano Bicocca e del Centro di Judaica Goren-Goldstein 

Comitato organizzativo: Vittorio Morfino, Gianfranco Mormino,Raffaella Colombo e Nicola Marcucci - Università degli Studi di Milano-Bicocca / Università degli Studi di Milano 

O congresso “Espinosa e a história” é o segundo encontro do Ciclo de conferências “Espinosa, dentro e contra a modernidade”, eixo temático a partir do qual cada encontro procura cumprir a tarefa de aprofundar um tema ou conceito do filósofo holandês. A primeira conferência, em 2012, teve lugar em New School for Social Research (Nova Iorque) discutiu “Espinosa, imaginação e revolução»; o terceiro evento, no ano próximo, debaterá sobre “a norma e o monstro” e se realizará na Universidade de Brunel (Londres); finalmente, em 2015, este ciclo de conferêcias terá seu encerramento na Universidade de São Paulo, com o congresso “Indivíduo e Multidão”. Este projeto pretende sublinhar a fundamental ambivalência do pensamento espinosano no que se refere à modernidade: no interior e de dentro do iluminismo radical e do marxismo, mas também contra a modernidade dominante naquilo que, para utilizar uma expressão de Crawford Macpherson, poderíamos definir como o “individualismo possessivo”. Esta mesma ambivalência será posta à prova com relação a outros temas e conceitos diversos. Em particular, para chegar ao tema do congresso em Milão, a questão da concepção espinosana da história mostra plenamente a forte ambilência do “dentro” e “contra”: inspirando-se em Espinosa, e reelaborando-o, autores como Lessing e Herder propuseram uma filosofia da história da humanidade, enquanto precisamente a impossibilidade da substancia espinosana tornar-se sujeito levou Hegel a denunciar em Espinosa a ausência do devir, do tempo, da história (a célebre acusação de acosmismo que Leibniz, Wolff e Jacobi já tinham formulado na denúncia da fantasmagoria dos modos), justamente a mesma impossibilidade que fora valorizada, por outro lado, por um autor como Althusser, no sentido de uma história estrutural não teleológica. O congresso propõe-se portanto, de um lado, retornar ao texto espinosano para tentar determinar o conceito de história nele presente sem cair em anacronismos e, de outro, de confrontar-se com a série de interpretações/traições/reinvenções que fazem oscilar o pensamento de Espinosa entre este ser “dentro” e “contra” a modernidade.